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PRAIA DO FAROL GAMELEIRA

Written By ozii on sábado, 29 de outubro de 2011 | 07:58

ORIGEM DO NOME – O topônimo é justificado em razão da presença do farol “Gameleira” que está sob uma falésia maciça situada ao sul da Praia de Carnaubinha. A praia que fica na base do sinalizador recebeu o nome de PRAIA DO FAROL GAMELEIRA.
A gameleira é árvore alta, ereta, de grande copa e casca dura, cheia de excrescências acinzentadas ou avermelhadas. A casca exsuda um látex espesso, usado em medicina popular como anti-helmíntico.
ASPECTOS – Praia semideserta, amuralhada por rochas altas e íngremes à beira-mar, resultado da erosão marinha. O mar contém águas limpas e ondas suaves. No canto sul, uma ponta de pedra avança no oceano para confirmar o desenho harmônico da paisagem que acolheu o farol “Gameleira”. Há currais de pesca a 3 km da orla.
HISTÓRICO – Gameleira contava, em 1832, com apenas 2 fogos e 13 almas.
A Praia do Farol Gameleira, localiza-se entre às Praias de Perobas e de Carnaubinha. A área que se limita com as terras do “Saco” foi ocupada até 1963 pelo marítimo de Pititinga José Xavier da Cruz e sua esposa Maria Cecília da Cruz.
Importante presença do farol “Gameleira”, construído em 1932, modificado em 1997, com 6 metros de altura e um alcance luminoso de 13 milhas marítimas, constitui o registro histórico de grande significado desse local paradisíaco.
A pousada Sinos do Vento, localizada próximo ao Farol, foi inaugurada, com doze chalés, pelo casal de empresários Eugênio e Mafalda Lopes. A pousada foi adquirida em 2002 por um sólido grupo português representado pelo empresário Armando George Carneiro. Defronte a pousada, na pancada do mar, foi fincado uma placa constando o texto de Fernando Pessoa, “Mar Português”: Ó mar salgado, quanto do teu sal lágrimas de Portugal por ti cruzarmos, quantas mães choraram, quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar para que fosses nosso mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do bojador, tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mais nele é que espelhou o céu”.
LENDA – Há uma crença africana de que toda gameleira que deixa de existir na terra ressurge no paraíso, para fazer sombra aos pacíficos. A gameleira que deu nome ao Farol e à praia onde este se encontra permanece existindo. Se confirmada a lenda africana, quando essa árvore deixar de existir próximo ao Farol, certamente passará de um paraíso litorâneo para um paraíso celestial.
CURIOSIDADE – Segundo o estudioso da cultura indiana, Ernst Hemmeter: “Na Índia, em determinadas ocasiões, as gameleiras são objeto de culto religioso. Tais árvores passam por masculinas e, em certos casos, quando é necessária uma boda pela lei das castas, mas não se deseja ou não se acha um homem adequado, casam-se as mulheres com tais árvores, sob um solene cerimonial”.
PRAIA DO MUNICÍPIO DE TOUROS.
ACESSO – BR 101/RN 023.
DISTÂNCIA DE NATAL – 100 km.
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